Tenha um dia bem leve, descanse, respire, programe bons drinks pós-filme e aí, só depois...vá até o cinema assistir o excelente "Precisamos falar sobre Kevin". Mas não deixe de ir mesmo.
Sim, sou exagerada. E não, não se trata de um filme de terror. A trama é tensíssima a maior parte do tempo e ganha credibilidade pelas atuações impecáveis de Tilda Swinton (que atriz, meu Brasil) e Ezra Miller, como o personagem que dá nome ao filme. Também tem meu amado John C. Reilly, como pai de Kevin.
A cronologia fragmentada é o outro grande score do filme: aflora ainda mais a tensão e expectativa de quem tá do outro lado da tela, provavelmente, roendo as unhas.
A história é contada pela perspectiva de Eva (Tilda Swinton) que busca, em retrospectiva, entender a razão pela qual seu filho - o "adorável" Kevin - fez algo totalmente imperdoável e assustador. Nessa busca, conhecemos uma mãe que talvez nunca tenha amado seu filho e, por essa razão, carrega consigo uma culpa arrebatadora como co-responsável pelos acontecimentos.
Agora, dica amiga? Se você já não tem lá um instinto maternal muito aflorado, pense duas vezes antes de conhecer o encantador "little Kev".
Mas, mesmo assim, é um filmaço.
Aproveita que tá em cartaz!
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