quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Coreto [Cluster Sisters]



Elas trazem de volta aos palcos aquele gostinho de clássico. É pra quem gosta de relembrar aquele swing encantado das décadas de 30 e 40 e das coisas boas do lado retrô da vida.

Do Boogie Woogie à releituras de vozes nacionais e internacionais contemporâneas, o trio vocal Bibi Catai, Giovanna Correia e Maitê Motta junto aos músicos Eduardo Rorato, Emílio Carlos (Mizão), Filipe Barthem e Wesley Florencio, fazem a gente se derreter desde 2008.


Se prepare pra conhecer a história de uma big band lá de Londrina, em um papo sobre amizade, colaborações, parcerias, novidades e viagens no tempo!



Descobrimos que tudo começou – além do cosmos amigas de infância – depois que uma de vocês gravou um CD com músicas das Puppini Sisters e das Andrew Sisters – que é das principais inspirações das big bands de jazz de vocês. Então agora se imaginem naquela época e com as Andrew Sisters como seria o dia e a noite de vocês?

Vamos lá! Imaginamos nós três pegando um cineminha à tarde com as Andrew para assistir a um daqueles musicais antigos; ou ainda pedindo algumas dicas de dança pra Patty Andrews, a mais teatral e irreverente das três, isso já pensando na balada de mais tarde, (risos)! As noites daqueles tempos deviam ser incríveis... Naqueles salões de Jazz com suas Big Bands, vestidos e ternos elegantérrimos, luvinhas e charutos queimando... Não poderíamos deixar de curtir uma noitada dessas, de boa música, muita dança e, quem sabe, até jogar uns dados na companhia do belo Glenn Ford!


Além dos muitos clássicos que revivem a cada show, sabemos que também curtem releituras de vozes atuais como Lily Allen, Amy Winehouse, Diana Krall, Corinne Bailey Rae, Adele, Björk, Portshead e também as lindas brasileiras Tulipa Ruiz, Céu e Monica Salmaso. A gente baba na “Heart Of Glass” – pra vocês rolou uma releitura xodó?

Temos um carinho especial pela música “It Don’t mean a thing”. Foi a primeira música que tiramos e foi com ela que demos uma canja antes mesmo do primeiro show ficar pronto. Isso foi em abril de 2009, e desde então ela faz parte do repertório de todos os shows que fizemos até então. A “Heart of glass” também é bem pedida pelo público, mas as nossas xodós são, sem dúvida, “Mule Skinner” e “A História de Lily Brown”, ambas especiais por serem rearranjadas pelas Cluster Sisters.








Amigos e colaborações = combinação infalível! A Maíra Motta, irmã da Maitê é designer e também autora de ensaios fotográficos de vocês, descobrimos também que os looks incríveis têm a mão de estilistas locais à cabeleireiros e estudantes de moda daí de Londrina. Compartilhem com a gente esse povo todo!

Felizmente estamos rodeados de gente boa! Além da designer Maíra Motta, que fez nosso ensaio fotográfico, tem a Daniela Gomes, dona do salão Sete Copas, que é nossa parceira desde o início fazendo nossos cabelos e maquiagem. No figurino temos o apoio da Maira Feitoza, dona da marca Polka Doltz, que nos forneceu os primeiros looks; a estilista Maria Cecilha Filgueiras, que desenhou e confeccionou vestidos exclusivos e mais temáticos; e a estudante de moda Aline Giesel, que contribuiu na confecção de acessórios e produção do visual.


Temos também a parceria da Kinoarte, Instituto de Cinema de Londrina, junto com a Barbada, que tem nos ajudado com a divulgação, captação de áudio e imagem dos shows e na organização de eventos. Tem o Júlio Anizelli, dono do estúdio PlayRecPause, que tem dado uma mão com as gravações em estúdio, e vários outros amigos que têm nos ajudado de diversas formas: o Thiago Moreira, na assessoria de imprensa; a Rosália Toledo, amigassa da banda e parceira também nos registros dos shows; a Nara, El Scama e o Leandro Araújo, cedendo algumas de suas composições e tantos outros que acreditam no nosso trabalho e têm nos dado a maior força!


Mais fotos feitas pela Maíra Bette Motta, designer pós-graduada em fotografia e irmã da Maitê - incríveis de lindas, né?!








No final de julho estavam preparando novas composições e material de divulgação. Nos contem as novidades sobre lançamentos e shows!

As composições estão caminhando lentamente, principalmente agora, que estamos reformulando vários aspectos enquanto grupo. Mas, se tudo der certo, temos em vista agendas mais lotadas para este ano de 2012, especialmente pela recém-parceria com Silvio Rocha, dono da agência “Open the Road”, que tem promovido outras bandas no circuito nacional. Estamos ainda nas primeiras conversações, mas acreditamos que um material melhor elaborado deva sair em breve.


Pra fechar, fiquem com um top top-top das Cluster Sisters!

Já que elas dizem ter gostos musicais nem tão parecidos, cada uma do trio vocal quis te trazer as duas músicas da vida de cada uma - playlist da vez por:

/ Gi





/ Maitê





/ Bibi






Vai já curtir mais dessas lindas aqui, aqui e aqui!




bom dia com Devendra Banhart

por Gabriela Bueno

Ele é o Devendra das artes, dos amores, do novo look, dos improvisos e gracinhas em palco e das duas novas do mês!



Pro seu dia começar bem levinho e gostoso, sinta o clima em Valparaíso com 2 das prometidas 10 novas músicas de seu esperado próximo álbum, inspirado no músico Arthur Russell e também nos trios mexicanos dos anos 50!





Ps: essa seção terminou com a linda "Seahorse", a pedido da primera fila <3

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

El Guincho del amor

por Gabriela Bueno

Sabe ir dormir morreeeendo de feliz? ENTÃO - foi como fez me sentir o El Guincho na última sexta. Passou carnaval, todo mundo se jogou, se curtiu, até já voltamos ao batente e vem lá um inesperado-delícia: o efeito prologado de um show como o deles! Por isso, faço questão de compartilhar um gosto disso aqui com vocês.


Foto por Michele Okuhara.



Créditos à escolha do lugar, que já é um amor em formato de chopperia, ao povo que NÃO PAROU de pular e ao trio dançante e animadésimo em cima do palco. Destaque também à simpatia de Pablo Díaz-Reixa, que conversou com a galera o tempo todo no seu charme Q de Al Pacino e à essa energia linda espanhola que contagiou geral!!


/ Novias




/ Bombay




/ "é muito pesada" <3




Uma festa que só toque El Guincho.


~ TODO LO MEJOR ~

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

e finalmente....ele chegou

por Michele Okuhara

Mesmo quando tudo era um EP, a gente já simpatizava demais com a música deliciosa da banda curitibana Rosie & Me. Depois de assistir ao show deles no Meca Festival 2011, a coisa ficou séria.



Pra nossa alegria, o antes-trio-agora-quinteto lançou recentemente o primeiro álbum, entitulado "Arrow of My Ways". Dez faixas pra fazer qualquer um ficar em paz consigo mesmo: as melodias são doces, o clima é intimista, o tom é sincero. O folk segue presente, mas parece que a leveza & fofura abriram espaço também pra uma sonoridade mais madura e densa. Mudanças para o bem, com certeza :)

Se você for sortudo e estiver no SXSW, fazfavor de não perder o show deles por lá! Agora, para os mortais como nós, o streaming já dá conta do recado e muito bem.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Laura Marling, I was just a card

por Michele Okuhara

A voz maravilhosa de sempre de Laura Marling cresce na companhia da dança no clipe de "I was just a card".

Lindo, lindo. E pensar que perdi o show dela ano passado, por causa de um certo estacionamento bizarro - coisa do passado. O que vale agora é dar um play, confia.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Ballero no Soul Train

por Gabriela Bueno

Pra você que vira e mexe também sente que nasceu muito na época errada: mais de 7 minutos de música e gente fueda, diretamente do Soul Train!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

jukebox #22

por Michele Okuhara



Nada melhor do que a série encantada de fotos "Stellar", do fotógrafo Ignacio Torres, pra criar o clima da primeira jukebox do ano - a gente já se desculpa de antemão pela quebra do ritual em janeiro.

Mas ó, essa pausa revigorou. Trouxe o respiro necessário para uma seleção inspirada, que no melhor dos casos, vai te transportar a um lugar secreto da sua memória - aquele pra onde você escapa toda vez que busca uma fuga da realidade, uma pausa pra mente.

Com esse pano de fundo, entram vocais etéreos e melodias confortantes, por vezes, na companhia de sintetizadores. Músicas que independente dos instrumentos, estilo musical ou nacionalidade trazem pra roda um elemento onírico.

E está criada a jukebox do mês - pra sonhar alto.


jukebox #22 - dreamy by michele okuhara on Grooveshark

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Like Crazy, em trailer

por Michele Okuhara

Dizem por aí que ele traz um pouco de Namorados para sempre & 500 dias com ela. O dramalhão do primeiro, com a verdade de seus personagens, se mesclando com a visão jovem do amor e aquela sensação de "ei, eles podem ser meus amigos ou minha própria história", trazidos pelo segundo.

"Like Crazy" foi das boas surpresas desse início de ano. Apesar de ser uma produção low budget, com parte dos diálogos improvisados e atores ainda não consagrados, o filme conseguiu um espacinho em algumas listas de melhores de 2011. Foi aí que decidi dar uma chance pra ele, que pela capa, título e até pelo trailer, tinha tudo pra ser tachado como um água-com-açúcar-sem-graça ou um romance dramático meloso. Feeling errado, totalmente errado.



Felicity Jones & Anton Yelchin interpretam o casal simpático que se conhece na faculdade nos EUA; ela londrina, ele americano. A vida é bela, eles se amam, mas com o visto da moça vencido, e alguns imprevistos diplomáticos, nada mais resta senão a temida relação à distância. O tempo passa, o relacionamento começa a pesar, os interesses mudam, carreiras seguem...e o amor, persiste?

A graça do filme é tratar de uma temática batida, meio sem graça, de uma forma fresca, sincera e atual, evitando os clichês do gênero. Drake Doremus - diretor e roteirista - não é perfeito e a gente perdoa, mas consegue extrair mais ganhos do que perdas, isso é fato.

O Huff Post escreveu (e eu curti): "This is a smart, touching film that will make young viewers feel grown-up, while forcing the grown-ups to feel young again."




Pra aqueles que também não desistiram do gênero romance/comédia romântica, "Like Crazy" é a prova de que, sim, é possível falar de amor E ser original.

ps: destaque pra atuação incrível de Jones - ou fui ludibriada pelo sotaque britânico rs